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13 Janeiro 2006

Design emocional

Don Norman diz que, desde a publicação de seu último livro, entitulado Emotional design: why we love (or hate) everyday things, tem recebido diversas dicas de potes de chá da parte dos leitores.

Acontece que Norman publicou em seu blog um link para para o website de uma empresa alemã que fabrica produtos para o lar, inclusive um pote de chá batizado de Teashirt, pois vem com uma "roupinhas" suuuper féxion... Todos produtos com formas, digamos, arrojadas e diferentes do convencional, todos lindíssimos, por sinal.

Dentre os produtos, vi o espremedor de alho da imagem ao lado. Assim que bati os olhos nessa imagem, lembrei-me imediatamente de um trabalho feito no segundo ano da Esdi, orientado pelo Pedrão e pelo Roberto Vershleisser, para estudarmos alguns conceitos de biônica. Naquele quase longínquo ano de 1993 tomei por base uma cabeça de alho para fazer um estudo de forma. A segunda fase da atividade consistia em desenvolver um produto a partir de alguma referência da natureza, o que fiz com minha queridíssima amiga Mirella Migliari.

Lembranças evocadas a partir de uma imagem de um produto visto somente pela internet. Nessa quase inexplicável relação entre o objeto e o significado do objeto é que se oculta a razão pelas quais nos chegamos a amar, ou mesmo odiar, determinado produto.

A importância da fonte

Um debate interessante se desenrolou sobre o direito que um jornalista tem de preservar sua fonte de informação, principalmente em casos que envolvam segurança pública e outras coisas muito graves.

Mas tem gente que abusa desse direito. Por exemplo, Cristina de Luca, em sua coluna no caderno de informática do jornal O Dia, deu uma nota de que um físico da IBM constatou que a vida útil de CD-R e CD-RW é de até dois anos. Essa é um assunto que me interessa já que minhas cópias de segurança de arquivos de trabalho estão armazenadas em CD-RW.

Enfim, será que é isso mesmo?

12 Janeiro 2006

Cinco pontos

  1. Só existe uma coisa pior do que o mal relacionamento entre cliente e fornecedor: é o mal relacionamento dentro da própria equipe. O que pensará o consultor que, ao reunir-se com o cliente, assistir a uma verdadeira queda-de-braço? Talvez, cliente seja mesmo serpente, como diz o Luciano Cossich.
  2. Por falar em Cossich, uma conhecida que dá atendimento em uma desenvolvedora de soluções internet aqui no Rio resumiu bem sua função: "Eu faço a ponte entre os clientes e a equipe interna. Sabe como é nerd, né? Não sabe falar com cliente." Boa, muito boa...
  3. Finalmente finalizei a leitura de Quando Nietszche chorou, romance de Irving Yalom. Muito bom... faz pensar sobre a responsabilidade que temos sobre nossa própria liberdade.
  4. Sessão Cineclube no Odeon BR é o que há para as quartas-feiras à noite. Gente legal e descolada se reúne para ver ou rever obras de grandes cineastas. Ontem fui assisitir ao Anjos caídos, produção de Wong Kar-Wai de 1995. Desde Amor à flor da pele que não sinto o desconforto de ter de desvendar os enigmas propostos pela linguagem do diretor.
  5. Wong Kar-Wai está em cartaz no Rio com o filme 2046. Também esteve em cartaz com The hand, um dos episódios de Eros, junto com Antonioni e Sorderbergh.

08 Janeiro 2006

Mário Quintana: 100 anos este ano

2006 é o ano do contenário do poeta gaúcho Mário Quintana. A data foi instituída pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul e contará com diversos eventos em homenagam ao escritor.

Aqui em casa tenho um volume da Coleção melhores poemas, selecionada por Fausto Cunha e editada pela Global Editora em 2003. Para os que não têm intimidade com o autor, vale a pena ler seus textos, sempre cheios de simplicidae e de lirismo, como o que segue, entitulado Das utopias.

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
Visite o Site Comemorativo Centenário Mario Quintana.
Também merece ser visitado o website da Casa de Cultura Mario Quintana.

De volta ao átomo

Nicholas Negroponte, nos anos 90, propalava a interessante diferença entre a cultura de átomos e de bits. Materiais com suportes físicos, como livros, revistas e catálogos, estavam fadados a serem transpostos ao nível do virtual e serem consumidos prioritariamente em telas de computadores.

Em paralelo, havia a tendência generalizada de questionar a necessidade dos livros como os conhecemos, uma vez que a internet pode conter quase tudo. Também havia a questão financeira, pois publicar em papel é mais caro e mais demorado.

Por outro lado, interessante peceber que o aumento do conteúdo disponível na internet implicou um aumento explosivo no consumo de papel, pois todos ainda precisavam imprimir os resultados de pesquisas e os textos encontrados.

O Observatório da imprensa publicou interessante artigo entitulado A vingança de Gutemberg: revistas migram da tela para o papel. No artigo são apresentados diversos casos de publicações on-line norteamericanas que aumentaram sua visibilidade ao publicar versões em papel! É a prova de que o modelo cognitivo do consumidor ainda está pautado em átomos, e este fato tem que ser considerado ao iniciar inicitativas on-line.

Leiam o artigo na íntegra.

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